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Cuidados

Diabetes — cuidados com os pés e as unhas

O pé diabético exige cuidados especializados — o podólogo não é um luxo, é prevenção.

7 min de leitura

Imagem ilustrativa. Mostra um exemplo do decorrer do tratamento.

7 min de leitura27 julho 2026

O pé diabético é uma das complicações mais graves da diabetes. A neuropatia periférica e os distúrbios de circulação fazem com que uma pequena ferida, um calo ou uma unha encravada possam conduzir a infeções graves. O pedicure podológico regular é um dos elementos fundamentais da prevenção nos diabéticos.

As especificidades do pé diabético

Na diabetes acumulam-se nos pés vários mecanismos sobrepostos que, em conjunto, aumentam drasticamente o risco de complicações.

  • Ausência de sensação de dor — a neuropatia periférica faz com que uma lesão possa passar despercebida, o que favorece a infeção
  • Pele seca dos pés — a neuropatia autonómica prejudica o funcionamento das glândulas sebáceas, a pele fende-se e torna-se porta de entrada para infeções
  • Cicatrização deficiente — a angiopatia (distúrbios de irrigação sanguínea) faz com que mesmo feridas pequenas demorem a cicatrizar
  • Deformações — hallux, dedos em martelo provocados pela neuropatia motora criam pontos de pressão que conduzem a calos e ulcerações
  • Imunidade local reduzida — a hiperglicemia favorece a multiplicação de bactérias, o que dificulta o tratamento das infeções

Pedicure podológico para o diabético

Não é um pedicure estético padrão. É um procedimento especializado que exige um podólogo com experiência em cuidados diabetológicos.

Com que frequência?

O ritmo recomendado é uma consulta regular a cada poucas semanas — não vale a pena esperar que surjam problemas. O pé diabético exige prevenção sistemática, não tratamento pontual.

O que o técnico verifica em cada consulta?

Cada consulta podológica de um diabético é uma mini-revisão do estado de saúde dos pés, não apenas um procedimento cosmético.

  • Estado da pele — fissuras, maceração, feridas
  • Unhas — encravadas, espessadas, alterações fúngicas
  • Calos e calosidades — a intervenção precoce previne ulcerações
  • Edemas — edemas assimétricos são um sinal de alarme que exige consulta médica
  • Cor da pele — palidez ou cianose podem indicar distúrbios de circulação
  • Temperatura — a diferença de temperatura entre os pés é um importante indicador clínico

Regras domésticas para o diabético — todos os dias

A rotina diária de cuidados é tão importante como as consultas no podólogo. Eis sete regras que vale a pena adotar.

  • Observação diária dos pés — um espelho ou uma fotografia com o telemóvel da planta do pé permite detetar alterações que não sente
  • Lavagem com água morna — verifique a temperatura com termómetro, nunca com água quente
  • Secagem cuidadosa entre os dedos — a humidade favorece a micose
  • Creme com ureia nos calcanhares e nas plantas (evite o espaço entre os dedos)
  • Meias de algodão — sem elásticos apertados que comprimam a circulação
  • Calçado adequado — sem costuras de compressão, verifique sempre o interior antes de calçar
  • Não ande descalço — nem em casa, nem na praia ou na piscina

Quando ir imediatamente ao médico?

A nossa abordagem

No J'ADORE o pedicure diabetológico é realizado por técnicos com certificado podológico e experiência em cuidados diabetológicos. Cada consulta é documentada.

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