Três técnicas, três filosofias
O mais simples é memorizar assim: a híbrida é durabilidade, o gel é comprimento e reforço, o japonês é cuidado e beleza natural. Cada uma destas técnicas trabalha de forma diferente com a placa da unha — e é precisamente por isso que se adequam a situações distintas.
Híbrida
cor e durabilidade sem compromissos
- verniz curado com lâmpada UV/LED — mantém-se várias semanas sem lascar
- camada fina — aspeto natural, carga correta da placa
- centenas de cores e acabamentos (mate, néon, chrome, glitter)
- ideal quando as unhas estão em bom estado e dá prioridade à cor
Gel
reforço e modelação do comprimento
- camada mais espessa e resistente — protege a placa do exterior
- pode alongar a unha (tips ou molde) ou apenas reforçar a natural
- resistente a danos mecânicos — mãos que trabalham fisicamente
- possibilidade de construir formas complexas
Japonês (japanese nail art)
cuidado, brilho, minimalismo
- ingredientes naturais (resinas, seda, minerais) — melhora a condição da placa
- efeito de saúde e brilho sem pigmentos agressivos
- ideal para unhas enfraquecidas, quebradiças, que se descamam
- excelente entre outras técnicas — como um «as férias» para a placa
Como reconhecer do que as suas unhas precisam
Antes de decidir a técnica, observe as suas unhas à luz natural. Algumas observações simples costumam bastar:
- As unhas são fortes, uniformes, não se descamam → pode recorrer às três técnicas livremente. A híbrida será a escolha mais simples.
- As unhas quebram, descamam-se, são finas e frágeis → primeiro o japonês (numa sessão ou em série) ou um gel de reforço sem tips.
- Quer alongar unhas que não crescem → gel sobre molde ou tips — a híbrida não o fará.
- Já fez várias séries de híbridas com lixamento na remoção → faça uma pausa com manicure japonesa ou verniz normal — deixe a placa respirar.
- Trabalha fisicamente ou lava as mãos muitas vezes → o gel resistirá a um uso mais intenso do que a híbrida.
O estilo de vida também conta
- 01
Estilo de cor e detalhe
Gosta de decoração clássica de uma só cor, muda de cor com frequência? → híbrida (mudança fácil a cada poucas semanas). Prefere natural, saudável, levemente brilhante? → japonês ou híbrida em nude.
- 02
Comprimento e forma
Quer amêndoa, ponta ou quadrado longo, e as suas unhas naturais não crescem? → gel sobre molde. Basta-lhe um reforço do comprimento natural? → híbrida ou gel sem tips.
- 03
Intensidade de utilização
Cozinhar, desporto, trabalho manual, lavagem frequente das mãos → gel. Trabalho de escritório, esforço moderado → híbrida. Recuperação da placa ou look minimalista → japonês.
- 04
Frequência das visitas
Prefere ir ao gabinete o menos possível → gel (manutenções a cada três-quatro semanas ou mais, com bom crescimento). Gosta de renovar a cor → híbrida (flexibilidade de datas).
Quando vale a pena combiná-las ou mudar de técnica
As técnicas de manicure não têm de ser uma escolha para sempre. Muitas pessoas alternam entre elas conforme a estação, o estado das unhas ou simplesmente o humor. Há, no entanto, combinações que funcionam particularmente bem:
O japonês como pausa entre híbridas
Algumas semanas de manicure japonesa após uma longa série de híbridas permitem à placa recuperar a condição — nota-se melhoria no aspeto e na espessura após uma ou duas sessões.
O gel como base, decoração com híbrida
Em unhas mais fracas, algumas esteticistas aplicam uma camada de gel de reforço sob a cor híbrida. A placa fica protegida e o efeito de cor mantém-se.
O japonês na época de férias
No verão, com contacto intenso com água e sol, a manicure japonesa pode ser uma escolha mais acertada do que a híbrida — menos camadas, aspeto mais natural, melhor regeneração.
Como cuidar das unhas entre visitas
Independentemente da técnica escolhida, a condição da placa depende também dos hábitos diários. O que faz entre visitas determina, em muitas pessoas, quanto tempo a manicure se mantém e como ficam as unhas após a remoção do verniz.
- Óleo para cutículas — usado regularmente pode melhorar claramente a elasticidade e a hidratação da placa, sobretudo após a híbrida.
- Luvas ao limpar — os produtos de limpeza e a água são o maior inimigo tanto das híbridas como dos géis. Uma luva rápida faz uma grande diferença.
- Não roa nem arranque — na híbrida, arrancar é o caminho mais curto para danificar a placa natural. Remova sempre o verniz de acordo com a técnica.
- Creme para as mãos — as unhas fazem parte da pele. Mãos bem hidratadas significam melhor condição dos sulcos ungueais e da cutícula adjacente.
